A paz de Cristo e o amor de Maria!!
Já ocorreu o segundo Encontro Despertar Lumen do ano de 2025 e, com ele foi anunciado o novo tempo que a Obra Lumen está vivendo, tempo de Franciscus!!! Louvor à Deus por um tema tão especial, que nos remete ao São Francisco de Assis, que tanto nos inspira e ao papa Francisco que sempre nos mostrava que estamos buscando corresponder às inspirações divinas. Nesse post pensamos na letra da música tema è partir da espiritualidade dessas duas grandes referências para nós católicos. Vamos nessa?
Como as postagens habituais dessa série, segue o vídeo com a música. Em seguida, destacado em negrito e itálico a letra da música e com estiver sem destaque são apontamentos meus, tentando fazer paralelos com a influência de São Francisco e do Papa Francisco.
Como não Te amar, oh Crucificado?
Meu coração
Se rende em Tuas mãos
Esse primeiro trecho expressa uma devoção profunda e pessoal ao Cristo Crucificado, indo direto no núcleo da espiritualidade franciscana: um amor íntimo pelo sofrimento de Jesus e uma rendição total de si mesmo em humildade e obediência. Isso reflete a vida de São Francisco de Assis, onde Cristo é o foco central da espiritualidade, pois ele meditava diariamente sobre os "humildes vestígios do Filho de Deus" e buscava imitá-Lo por meio da pobreza, castidade e obediência ao Evangelho. A pergunta "Como não Te amar, ó Crucificado?" nos faz pensar a devoção ardente de Francisco pela Cruz, vista em sua recepção dos estigmas e em seu chamado para amar os inimigos e abraçar a perseguição com paciência, refletindo a orientação de "amar aqueles que nos perseguem, culpam ou acusam" (Mt 5,44).
A rendição do coração "em Tuas mãos" alinha-se ao voto franciscano de obediência sem posses, vivendo como "irmãos menores" em humildade e serviço, nada apropriando para si, mas confiando na providência de Deus como peregrinos. O Papa Francisco, inspirado nessa tradição, enfatiza a humildade como atributo próprio de Deus — Ele "se abaixa" até nós no amor — e chama para um esvaziamento similar, despojando-se de apegos mundanos para servir aos pobres e encontrar Cristo na misericórdia. Em Laudato Si', ele retrata São Francisco como modelo de amor jubiloso e austero pela criação e pelos vulneráveis, recusando objetificar a realidade, mas unindo-se intimamente a todos por laços fraternais. Da mesma forma, em Fratelli Tutti, Francisco destaca a abertura fraterna de São Francisco, amando os outros "tanto quando longe quanto quando com ele", estendendo essa rendição à misericórdia e à paz comunitárias.
Mostra um pouco da "loucura de Deus" no testemunho franciscano: um amor humilde e centrado na Cruz que transforma a fraqueza em vitória, exortando os fiéis a renunciar ao eu pela salvação das almas e pela alegria do Evangelho.
Quero minha vida
Consumir por Ti
Nos mais pequeninos
É minha vocação
O Papa Francisco, herdeiro dessa tradição, aprofunda essa vocação ao afirmar que a Igreja deve ser "pobre para os pobres", encontrando Cristo nos "mais pequeninos" das periferias — migrantes, famintos, abandonados —, consumindo-se em misericórdia concreta e fraternidade universal, como em Fratelli Tutti, onde a vocação cristã é amar o próximo distante ou próximo, promovendo a dignidade de todos como filhos de Deus. Ele apresenta São Francisco como protetor dos vulneráveis e da criação, chamando os fiéis a consumirem a vida em caridade, rejeitando o consumismo para abraçar a "pobreza evangélica" que liberta para o serviço. Essa entrega total aos humildes transforma a fraqueza em testemunho de salvação das almas, fomentando uma alegria franciscana de viver para os outros, em obediência ao Evangelho e à Igreja.
O trecho é um chamado a consumir-se por Cristo nos pobres, gerando paz e reconciliação em um mundo de desigualdades, como exortação à conversão pessoal e comunitária.
Como num salto
Me lanço na imensidão
Do Teu amor
Me uno a Tua dor
O "salto" nos faz pensar no ato de abandonar-se confiante como criança perante Deus, típico de Francisco, que via o homem como "nada de seu, senão o pecado", vivendo em humildade e confiança filial. É um lançamento na imensidão do amor de Deus, como o "Todo Bom, Supremo Bom" de Francisco, restituindo tudo em louvor. O Papa Francisco reforça isso ao exaltar São Francisco como o santo da pobreza e paz, que se despojou de tudo para se revestir de Cristo, convidando à humildade como via de encontro com Deus.
"Unir-se à dor" reflete a conformidade com Cristo sofredor, tema central na espiritualidade de Francisco: ele recebeu os estigmas, as marcas da Cruz, e saudava Pobreza e Humildade como irmãs, destruindo orgulho e avareza para imitar o Senhor humilde. O Papa Francisco, seguindo-o, chama à purificação pelo sofrimento, unindo-se à Cruz em tempos de divisão, com armas de humildade, unidade, oração e caridade. Essa união transforma a dor em fruto de amor, como Francisco via na Eucaristia a humilhação salvífica de Cristo.
Em síntese, o trecho captura o franciscanismo autêntico: um salto de fé no amor trinitário que leva à participação redentora na Paixão, promovendo paz interior e eclesial, como ensinam Francisco.
E assim sou livre
Pra Te anunciar
Com coragem
Vou avançar
Francisco regulou o anúncio com rigor: pregar só se aprovado, com palavras castas, úteis e breves, sobre vícios/virtudes, focando a Cruz. Seus frades, mendicantes móveis, evangelizaram cidades, universidades e combateram heresias com zelo guerreiro. O Papa Francisco urge coragem para tomar iniciativa, construir pontes, sem medo de periferias, ecoando Francisco como modelo de paz e pobreza evangélica. o papa Francisco constantemente nos incentivava à coragem para que sairmos do comodismo e buscarmos o outros, os periféricos das sociedade, os esquecidos.
Refrão
Tu me bastas, oh Senhor
Escuto o teu clamor
Estou disposto a ir por Ti
Francisco ouviu o clamor de Cristo na cruz ("Vai e repara minha Igreja") e nos pobres, respondendo com serviço aos leprosos e à criação, em obediência filial à Igreja. É o clamor dos sofredores, que o santo acolhia como voz de Deus, promovendo paz e reconciliação. Papa Francisco interpreta assim: ouvir o clamor dos marginalizados (pobres, enfermos, criação) é imitar o Servo sofredor, como no lava-pés de Jesus.
A disposição missionária é o zelo franciscano de ir ao mundo: Francisco enviava frades como mensageiros de renovação evangélica, em pobreza e obediência, para dialogar e servir sem imposição. Papa Francisco exorta: ir às periferias com serviço humilde, como Francisco, facilitando o caminho da misericórdia, sem arrogância, mas com gratidão e liberdade para proclamar o Evangelho.
O trecho trata do coração franciscano no qual a suficiência divina impulsiona uma escuta obediente e envio missionário, como o Papa Francisco propõe, para uma Igreja que, unida à Paixão de Cristo, serve com alegria os irmãos no clamor do mundo.
A alegria é marca do envio franciscano: Francisco enviava irmãos como peregrinos em pobreza, para pregar penitência e paz, transformando a missão em júbilo de obediência. Pio XI exalta essa alegria na cruz, imitando Cristo que envia com alegria aos confins da terra. Papa Francisco reforça: o missionário vai com alegria do Evangelho, como Francisco, servindo sem estruturas rígidas, mas com entusiasmo misericordioso.
Com alegria Tu me envias
As terras esquecidas
Eu quero ir por Ti...
Francisco priorizava as margens: leprosos, muçulmanos, índios remotos, enviando frades a terras distantes como "guerreiros de paz", cuidando dos mais abandonados. São as periferias existenciais. Papa Francisco clama por elas: terras dos pobres e sofredores, como no Jubileu da Misericórdia, onde diáconos e leigos vão aos esquecidos com serviço humilde.
O desejo ardente reflete o fiat franciscano: "Senhor, envia-me!", como Francisco obedeceu ao Crucifixo, fundando ordem para ir ao mundo inteiro em nome de Cristo. É resposta ao clamor divino, com disposição total. Papa Francisco exorta todos a querer ir com gratuidade, facilitando o encontro com Deus nos abandonados.
O trecho resume o espírito franciscano itinerante: alegria no envio às fronteiras esquecidas, com desejo ardente de ir por Cristo, como São Francisco e o Papa Francisco inspiram, renovando a Igreja em missão universal de paz e misericórdia.
Mais uma reflexão entregue para auxiliar na oração e louvor. Tentei ser um pouco mais breve do que a anterior, que talvez tenha escrito demais. Que Deus vos abençoe!

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