Olá!
Recentemente servi em um Seminário de Vida no Espírito Santo para pessoas em situação de rua e extrema vulnerabilidade e durante a missa do domingo, o padre mencionou que havia um santo que esteve em situação de rua. Contou um breve resumo da vida dele. Achei interessante, resolvi pesquisar e ajudar a divulgar a vida desse santo. Esse é o ícone do santo e achei muito bonito, confesso que gostaria de ouvir a explicação.
Vamos descobrir juntos essa história?
Usarei como base principal das informações uma breve biografia contada no capítulo "Saint Benedict Joseph Labre: The Beggar Saint", no livro "Saints for Sinnes", do Arcebispo Alban Goodier S.J..
Segundo os registros, ele era francês, nasceu em Amettes, próximo a Arras, no dia 27 de março de 1748, o mais velho dos quinze filhos de um casal de agricultores pobres. São Benezet, ou pequeno Bento; Benezet, nascido em 1163 na região da Savóia, na França, era um humilde, mas alegre, pastor de ovelhas de doze anos. Diz a tradição que ele ouviu, de repente, uma voz conversando com ele e dizendo ser Jesus. Como não enxergasse nada à sua volta, de imediato ficou apreensivo, mas depois permaneceu confiante. Vejamos como tudo isso aconteceu, no início do segundo milênio, cheio de superstições e perseguições aos cristãos. Frequentou uma escola local, mas aprendeu latim com um tio materno. Ainda muito jovem, quis tornar-se monge trapista, mas não conseguiu e permissão dos pais.
Com dezoito anos, pediu ingresso no convento trapista de Santa Algegonda, mas os monges não aprovaram sua entrada. Percorreu a pé, centenas de quilômetros até a Normandia, debaixo de um inverno extremamente rigoroso, onde pediu admissão no Convento Cisterciense de Montagne. Também foi recusado ali, tentando, ainda, a entrada nos Cartuchos de Neuville e Sept-Fons, com o mesmo resultado. Foi então que, com vinte e dois anos, tomou a decisão mais séria da sua vida: seu mosteiro, já que não era aceito em nenhum outro, seriam as estradas de Roma.
Bento José Labre, passou treze anos de sua vida caminhando e evangelizando pelas estradas de Roma. O que me fez pensar no antigo ditado popular que diz que "todos os caminhos levam a Roma". No século XVII, em qualquer um desses caminhos era possível cruzar com o peregrino Bento José e nele encontrar o caminho que levava a Deus.
Segundo relatos, em sua bolsa de peregrino carregava o Novo Testamento, um breviário, além de um terço nas mãos. Durante a noite, dormia nas ruínas do Coliseu e, de dia, percorria as estradas peregrinando nos lugares sagrados e evangelizando sem pedir esmolas. Quando recebia a caridade alheia, mesmo sem pedir, ainda dividia o que ganhava com os pobres. Isso lhe valeu, certa vez, algumas pancadas de um certo cidadão que encarou sua atitude como um insulto. Na maior parte dos dias, comia um pedaço de pão e ervas colhidas no caminho.
Eis um pequeno trecho:
“Como é natural, há inúmeras histórias que relembram o comportamento deste homem peculiar em suas jornadas. Parece que ele jamais possuiu mais do que alguns trocados por vez. Quando pessoas caridosas lhe ofereciam mais do que o suficiente para o dia, ele recusava. Em Loreto, onde ele acabou por ser mais conhecido do que em outra parte, em um primeiro momento ele alojou-se em um celeiro há alguma distância da cidade; quando amigos bondosos arrumaram-lhe um quarto mais perto do santuário, ele o recusou porque ele viu que havia nele uma cama. Em Roma, como dissemos anteriormente, por diversos anos sua casa foi um buraco que ele havia descoberto por entre as ruínas do Coliseum; a partir deste retiro ele passou a fazer excursões diárias a várias igrejas da cidade. Exceto quando se encontrava doente, ele sempre mendigava; ele estava contente com qualquer coisa que os transeuntes lhe dessem por sua própria vontade. Certa vez um homem, vendo-o em sua pobreza, deu-lhe uma moeda. Bento José agradeceu-lhe, mas, tendo visto que era mais do que ele necessitava, deu para um outro pobre que estava perto. O doador, imaginando que isto indicava desprezo por sua pessoa, tomou seu cajado e aplicou-lhe uma surra. Bento José suportou a surra sem dizer uma palavra. Quem contou este episódio foi o próprio doador, o que ficou registrado no processo após a morte de Bento José. Deve ser uma ocorrência dentre tantas outras do mesmo tipo.”
Para Benezet, ou pequeno Bento, como era chamado, ter ouvido aquela voz não seria nada se não fosse a natureza da ordem que veio com ela. Deveria erguer uma ponte sobre o rio Ródano, do qual nunca tinha ouvido falar, além de ter de abandonar a profissão que tanto amava. Porém o chamado tinha sido tão real que Benezet não pensou duas vezes e se pôs a caminho. Ele também não estranhou quando, centenas de metros adiante, um jovem veio a seu encontro e simplesmente lhe comunicou que o acompanharia em sua empreitada na construção da ponte.
Ao chegar, finalmente, às margens do rio determinado, na cidade de Avignon, Benezet assustou-se com o seu volume d'água. Orientado pelo novo amigo, que na verdade era um anjo que depois desapareceria, procurou o bispo, contando-lhe a missão que recebera. Foi ignorado. Procurou, então, o prefeito, e este, julgando tratar-se de um louco, disse que o ajudaria se removesse uma pedra que atrapalhava a cidade e a usasse como alicerce para a gigantesca obra a ser erguida.
Dizem os devotos que tudo mudou a partir desse momento. Benezet apenas fez o sinal da cruz sobre a pedra e, depois de levantá-la com facilidade, levou-a nos ombros até onde deveria ficar. Enquanto fazia isso, dezoito doentes teriam tocado a sua túnica e se curado imediatamente. Diante desse prodígio e graças, tanto o prefeito quanto o bispo assumiram a construção da obra que ajudou o desenvolvimento de toda a região. O pequeno Bento acabou falecendo antes da conclusão da ponte, que levou onze anos para terminar.
A ponte resistiu quinhentos anos antes de ruir. Foi reconstruída e trata-se do marco da cidade de Avignon, que tem, como seu padroeiro, são Benezet, ou o pequeno Bento, como querem os devotos, que nunca mais deixaram de pedir por sua intercessão e de festejá-lo no dia 14 de abril.
A ponte resistiu quinhentos anos antes de ruir. Foi reconstruída e trata-se do marco da cidade de Avignon, que tem, como seu padroeiro, são Benezet, ou o pequeno Bento, como querem os devotos, que nunca mais deixaram de pedir por sua intercessão e de festejá-lo no dia 14 de abril.
A maneira insatisfatória de higiene a que se submetera durante muitos anos e as penitências que se auto-impusera, acabaram por causar o seu falecimento. Um dia, ainda muito jovem, seu corpo foi encontrado nos fundos da casa de um amigo arquiteto, perto da igreja de Santa Maria dos Montes. Houve uma grande aglomeração de populares que admiravam e até veneravam o singelo peregrino.
Bento José acabou sendo sepultado ali mesmo, próximo daquela igreja, local que logo passou a ser procurado pelos devotos e peregrinos. Imediatamente, tornou-se palco de muitas graças e prodígios, por intercessão daquele que em vida percorreu o caminho da santidade. O papa Leão XIII canonizou são Bento José Labre em 1881, determinando sua festa para o dia 16 de abril, data de sua morte no ano 1783.
Bento José acabou sendo sepultado ali mesmo, próximo daquela igreja, local que logo passou a ser procurado pelos devotos e peregrinos. Imediatamente, tornou-se palco de muitas graças e prodígios, por intercessão daquele que em vida percorreu o caminho da santidade. O papa Leão XIII canonizou são Bento José Labre em 1881, determinando sua festa para o dia 16 de abril, data de sua morte no ano 1783.
Sua oração:
"Ó Deus, que fizeste que o Vosso santo confessor Bento José fosse unido a Vós unicamente pelo seu zelo pela humildade e seu amor pela pobreza, concedei-nos, através de seus méritos, desprezar tudo o que é terreno e procurar cada vez mais as coisas divinas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém."
Um breve resumo de sua vida
https://www.youtube.com/watch?v=JuqV2yPZya8
"Ó Deus, que fizeste que o Vosso santo confessor Bento José fosse unido a Vós unicamente pelo seu zelo pela humildade e seu amor pela pobreza, concedei-nos, através de seus méritos, desprezar tudo o que é terreno e procurar cada vez mais as coisas divinas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém."
Um breve resumo de sua vida
https://www.youtube.com/watch?v=JuqV2yPZya8
https://www.youtube.com/watch?v=EtcBTJKnGAE
Espero, com essa breve narrativa ter inspirado de alguma forma a aprender com o São Bento José.




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